Sulamita significa "Pac�fica", e � o nome de
uma personagem dos C�nticos dos C�nticos, da B�blia, que fugiu
do har�m do rei para viver o amor por um pastor. Paz e Amor �
o que eu tenho procurado. Esse blog � apenas uma colet�nea de
momentos e pensamentos que fazem parte dessa procura.
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16/04/2004 14:50
E ENTÃO A LUZ SE APAGOU E O BLIG ACABOU
Há muito tempo que jah estou meio de saco cheio com o Blig. Bem, problemas mesmo eu nunca tive, desde a 1a. postagem em, 05.04.2002, às 14:53 "E entaum a luz se fez e o blog surgiu", apenas alguns pequenos desentendimentos. Eu sempre o havia preferido por considerá-lo mais fácil (bem, mais fácil do que o antigo blog, no Blogger.com, ainda, pq naum havia .com.br)
Mas o fato de que ele mudou, colocando limite de imagens e impossibilitando mudar o template, tem me obrigado a sair. Algo um tanto pequeno, mas de grão em grão a galinha enche o papo... Quanto às imagens, mesmo, eu nunca me preocupei, já que uso bem poucas. A grande questão eh que amigos mudam de endereço, de telefone... E para continuar o contato, eh preciso atualizar a agenda. O blig me impossibilitou isso, a menos que eu pague. Assim, amigos do blogger, da turma do bar, do Uol, do blogspot e etc, naum poderiam ter seu endereço atualizado. Apenas o pessoal do Blig.
Ok, reserva de mercado... Eh o direito dele. Mas mudou o Termo de Compromisso sem aviso prévio, impossibilitou certas ferramentas... Enfim, naum se mostrou muito legal.
Além disso, bem, naum dá para passar a vida inteira com a mesma roupa, com a mesma pintura na casa...
Daí que estou indo embora, para o ...Coletânea... do UOL, pelo menos enquanto ele naum mudar... Sintam-se à vontade para a visita e até breve...
Tchau.
enviada por Sulamita
15/04/2004 09:04
AI! UI! AU!
Ai... estou morrendo de dor nas costas! Naum, dessa vez naum foi a ioga... Parece que foi um complô!
Tudo começou anteontem, na aula de dança do ventre. Com o argumento de que queria limpar o movimento a professora Zairah judiou. Exerceu todo o seu desejo sádico sobre nós, pobres aluninhas... Nem me lembrem da história da lesma, sim? Eu sou sádica, naum masoquista... Eu parecia iniciante! Amanheci sentido a rotação da cintura. Ai!
Depois foi o trabalho... Nova decoração! Trocaram minha mesa, minha cadeira e colocaram um monte de livros embaixo do monitor... Cadeira desconfortável. Mesa estranha. E monitor nada ergométrico. Ai, que acho que naum estou sabendo lidar com as mudanças... Mais trabalho, e mais de 01 hora em pé, andando, carregando quilos de papel. Sim!! Quilos!! 50 documentos, cada um de mais de 50 páginas, em 05 cópias...
E isso depois de passar mais de 01 hora organizando os documentos, em pé, por número!!! Ui!
Para completar... Ter doentinha em casa naum eh nada fácil... Principalmente qd se eh adpeto de curas alternativas. Na cozinha, nenhuma erva medicinal (bem, pelo menos naum as que eu precisava, pq tava cheio de eucalipto, camomila, canela e sei lah mais o que...)! Bem... tudo no quintal. Mas do lado que faz divisa com o vizinho... Aliás, com o cachorro do vizinho (naum, naum o vizinho, o cachorro!). Puts... Eu jah naum sou amiga de cãeszinhos mimosos, conviver com um cão de guarda?! Alias, de caça... E o pior, que pensa que eu sou a caça... Só mesmo pq o o vizinho (sim, o vizinho, naum o cachorro!) eh muito gente boa... Mas nem me adianta dizer que naum há espaço suficiente no quintal para o bichinho ganhar distância, correr e pular o muro pequeno... Sei lah.. Se ele for persistente como eu, pode ficar tentando, tentando, tentando... Quem sabe um dia consegue?! Eu eh que naum quero estar por perto qd isso acontecer! Por isso, havia diminuído minhas idas para aquele lado do quintal, principalmente à noite. Mas ontem... Naum teve jeito... Pé ante pé, suspensa a respiração, ia andando olhando para o muro, as costas encostadas na parede. Nunca pensei ser tão difícil mandar o cérebro ordenar às pernas que andassem devagar para naum fazer barulho qd ele queria mesmo era correr, correr, correr!! Ai, mas cheguei ao pé da planta, para colher folhas (besta, naum?).E quem disse que eu conseguia distinguir uma das outras? Queria era sair rápido dali. E lah ficava eu, olhando para o alto do muro, olhando para baixo, pegando um monte de folhas, cheirando, pensando naum eh essa! Rápido! e fazendo tudo de novo... Mas eu encontrei o que procurava... E quem disse que dessa vez consegui controlar as pernas?! Nada... Elas saíram correndo, deixando metade da minha coluna e do meu pulmão agachados no chão!! Au!...
Ah, e o pior de tudo isso foi descobrir quem ia fazer o jantar... Adivinha...
enviada por Sulamita
13/04/2004 16:49
REFOGO
Haviam me convencido de que eu iria ganhar no jantar, à noite, Domingo, se me comportasse bem. Concordei com o acordo e esperei, ansiosa, contando as horas para me deliciar e sendo muito boazinha com a visita. Havia pensando em comer no lanche, mas estava disposta a esperar até a janta.
À noite, lembrei do acordo. Disse que esperaria, sentada no sofá, o meu presente por tão bom comportamento. E já sentia o cheirinho gostoso, aquele prazer sendo deliciado, degustado... Pura ilusão! Recebi foi um prato de sopa de legumes (era mais saudável! Pode?!). Bem, era até gostoso, mas não era o que eu havia tanto esperado, nem o que haviam me prometido!.
Jurei que comeria no café da manhã! Jurei... ´tava jurado. É... mas não cumpri (alguém já ouviu falar disso, não é mesmo?). Na pressa para o trabalho, só mesmo o que estava à mesa...
No almoço, nem pensar! Comida quase às pressas, pronta, era esquentar, comer e zarpar. E ainda havia as frutas. Nem que eu quisesse havia mais espaço, hehehe...
Mas desejo é desejo. Quem disse que tem a ver com fome? Com necessidade? É luxo! É fetiche! É desejo! E eu desejava! Mas tive de esperar a tarde inteira ainda!
Deliberadamente faltei à aula. Obrigações e desejos; só se for a obrigação de satisfazer o desejo. Não dava mais para esperar.
Cheguei em casa... Ah... Imaginava e antecipava tamanha felicidade realizada. Fui até a cozinha, quase fingindo que não queria nada com nada, preparei tudo e até fechei as janelas para sentir aquele cheirinho subindo no ar. Pronto, sentei-me no sofá da sala, dedos dos pés soltos, pernas esticadas, colher na mão e o sorriso antecipando o primeiro bocado. Felicidade imensa, prazer tão simples... Nunca ovos mexidos, bem salgados, com cebola refogada e pimenta foram tão deliciados... E o cheiro de cebola até agora deliciando o olfato, feito criança na frente de melado.
enviada por Sulamita
12/04/2004 16:24
PREVISÃO DO TEMPO
Sexta-feira Santa... Final de tarde, caia A chuva. Tudo escuro, mesmo com as luzes acesas. O barulho impossibilitava a conversa. Só mesmo aos gritos. Pelo portão, raios pareciam cair no (ou sair do) quintal, ali, bem pertinho, bem ao meu lado e do computador. O vento forte gritando como fantasma. Água escorrendo pelas janelas fechadas. Chuva. Telefones mudos e, de repente, a escuridão total. Trovões urravam fazendo lembrar dos tempos em que o modem e a placa mãe do computador foram queimados 08 vezes em 06 meses... Chuva, vento, raio, trovão e escuridão. Apreensão, Medo, Pânico total... Nem adiantava lembrar que agora havia um no-break (e graças a ele, 02 anos com o mesmo modem!). Não. Não adiantava lembrar que não havia mais luz (medo de choques não são racionais). Não adiantava lembrar que eu estava dentro de casa.... Chuva, raios, trovões, vento e escuridão... Era uma tempestade.
Decidi ir correndo para debaixo das cobertas. Provavelmente aquele era um aviso dos céus de que eu deveria ouvir o som do edredon e do meu travesseiro (velho e bom fronhinha, que sabe o que diz...).
Corri pela cozinha, a caminho do quarto. Mas parei! Eu consegui parar... Estranhando aquele ar na cozinha...
Aquela claridade de tarde ensolarada não combinava com o temporal da biblioteca! Não havia luz! Pé ante pé, porque os trovões ainda gritavam, fui até a janela ver o que era aquela claridade. Pense num momento de coragem e ousadia: eu usando uma corrente de ouro!..
Mas espanto e surpresa: na diagonal esquerda, bem quase ao horizonte, uma quase larga faixa de céu azul e luz de sol! Sim, lá não chovia... Havia céu claro sem nuvens e o brilho forte de sol, que iluminava, mesmo ali onde era escuro e medonho. Me estiquei para procurar um arco-íris. Um pote de ouro no final? Não havia...
Mas quem precisava de um quando depois da tempestade havia aquela bonança?
Inusitada vida...
enviada por Sulamita
08/04/2004 14:08
ATAQUE DAS LESMAS!
A primeira vez que tomei consciência do que era uma lesma foi aos 7 ou 8 anos, na casa de uma tia. Enquanto brincava de esconde-esconde, subi uma escadaria de pedra e vi, entre um amparo e outra pedra, algo que parecia massinha de brincar... E eu adoro brincar de massinha!
Bem, nem preciso dizer que a mão, gulosa, foi logo ao ponto, cheia de dedos, pegar aquela massa mole à frente. Peguei, toquei, quase amassei... Só não fiz pior pq, bem, era molhada, pegajosa, fria... que nojo! Achei que a cachorra tinha posto na boca e babado tudo!
Joguei fora e corri a lavar a mão...
Naquela mesma tarde, enquanto meus primos brincavam de Indiana Jones, descobri que aquilo não era bem o que eu imaginava... Pânico total! Aquilo era uma Lesma! Céus... e eu havia pegado aquilo! E eu havia comido bolo com as mãos!!! Pânico era pouco para o que eu sofria, em silêncio... Eh, pq tb naum cabia bem dizer aos meninos que eu naum sabia o que era uma Lesma...
Quase na mesma ocasião descobri que lesmas derretiam com sal. Que descoberta fantástica! Vingança de-li-ci-o-sa vendo-as se dissolverem daquele jeito. O mundo fascinante das lesmas se abria a mim! Uma sensação realmente deliciosa se apoderava de mim cada vez que eu derretia uma. Não que eu tivesse algo contra lesmas, elas são até adoráveis com aquelas anteninhas, mas era maior que eu eu (bem, poucas coisas não são...).
Com o tempo eu me aperfeiçoei. Descobri que não gostava de fazer como meus primos, que jogavam um punhado de sal em cima das lesmas e pronto. Não! Delícia, para mim, era jogar uma pitada na ponta; outra, no meio; outra ligando as duas melecas e ir seguindo, ate chegar às anteninhas...
Mas pq eu contei tudo isso?! Bem, 04 lesmas tentando atravessar a garagem de casa para chegar ao jardim. Sem querer eu atropelei uma. Ficou só a mancha no chão! Fiquei tão triste, tão triste, tão triste...
Só sobraram 03 para eu brincar... A menina, o queixo entre os joelhos, 03 lesmas e um saleiro...
enviada por Sulamita
05/04/2004 23:41
ENCONTROS E DESENCONTROS
De repente, o passado bate à porta.. Alias, chega de carro e grita do lado de fora... E, estranhamente, naum tive vontade de ordenar à terra que se abrisse ao meio e tragasse tudo o que se encontrasse ao redor. Ao contrário... Pareceu até um pouco bom falar do passado, do presente e do futuro. E das coincidências de se viver num mundo pequeno (afinal, depois de 08 anos, eu mudei até de estado!). E ainda que, apesar do tempo, algumas coisas custam a mudar e outras, continuam as mesmas...
O CINEMA OU A PIZZA!
E estou chegando à conclusão que moças e rapazes, no cinema, juntos, não combinam.
Basta pensar que passamos 01 hora tentando decidir ao que assistir: meninos queriam um suspense, a que eu assistiria de bom grado se ao menos estivesse em cartaz (!); meninas queriam uma comédia romântica... E eu, para ser do contra, Scooby-Doo2...
Acabamos na pizzaria, pq, depois de 01 hora, todos concordaram que estavam mesmo era com fome e cansaço...
OU O CHOCOLATE
E domingo é dia de brincar na cozinha... Céus... Eu e a cozinha... Mas dessa vez fiz mesmo o que faço de melhor: me lambuzar com os restos nas panelas de chocolates, mousses, pavês, cremes... que serviriam de recheio para os bombons da Najara (naum, nenhum sobrou p. mim... e a minha vingança foi maligna: ficaram moles os chocolates, heheheh!!). Será que vou lamber mais por aí?! Huuummm...
DO MÉDICO E DO LOUCO...
Um cavalheiro que sai por ai juntando os papeis perdidos de uma desconhecida e depois sai correndo atrás de um carro para entregá-los é alguém que merece ser conhecido... E o cinema tem dessas histórias de amor que começam assim, à primeira vista... Mas cinema, é cinema... E que eu saiba, os filmes que levam a inscrição baseado em fatos reais naum contam histórias de amor que começam assim... Às vezes, a vida real é mais interessante e inusitada que o cinema. Às vezes, o cinema é um grande exercício de criatividade... Para que contar o final do filme, então?! ;)
Mas... parece que alguém que esquece as coisas por ai eh (ou estava) um tanto desligada para perceber certas coisas...
enviada por Sulamita
31/03/2004 08:51
NEM UM TANTO COMUM
Fim de tarde de um início de outono. Saía do trabalho para a dança e a ioga (e ai que estou toda doída porque mudei de estilo). Nos ombros, a bolsa do dia a dia, a mochila com o material de dança, e numa mão, agenda.
Ia pensando que, com o outono, logo logo ia sair com noite escura, não veria mais as matizes coloridas do céu... Dias cada vez mais curtos, sono cada vez mais longo.
Chegando ao carro, abri a porta, entrei, liguei a ignição e sai, pensando ainda nas quase obrigações que restavam: 18:20, dança do ventre; 19:30 ioga; 21:30 tirar no palitinho se continuava a monografia ou iniciava ou o trabalho de responsabilidade civil ou o de embargos infringentes... Talvez eu conseguisse dormir cedo.
De repente, percebo que o motorista do carro da frente batia com a mão no capô de cima do carro, quase imitando os movimentos de um orangotango. Batia seguidamente, e fazia sinais de pisca-pisca com a mão. Para completar, o carro atrás fazia seguidos jogos de luzes, buzinando... Calculei que como o de trás fazia cena e o da frente tb, o negócio devia ser com quem estava no meio: eu... E aí um estalo: algo de errado ou estranho estava acontecendo comigo ou meu carro!...
Naum conseguindo imaginar o que poderia ser, entrei na primeira rua à direita para estacionar e ver se não havia deixado o cinto do lado de fora ou se o pneu não havia furado... Ao meu lado, o que fazia jogo de luzes, o motorista: dona, vc deixou a agenda do lado de fora, um monte de papel voou. Ah... Acertei pelo menos que era algo do lado de fora... Sorri, sai, agradeci, peguei a agenda, entrei de novo, parei um pouco, pensando o que poderia ter voado... Não acreditava que conseguiria recuperar alguma coisa com a velocidade do carro e o vento natural de outono. Papel ao vento...
O montante de selos de cartas havia sido perdido em algum lugar, algum tempo antes... O fichamento de um livro já havia sido passado para o computador... O marcador de página, feito carinhosamente por uma amiga, com o nome bordado, ainda estava lá. Faltavam a multa da biblioteca, algumas folhas de rascunho, talvez um ou outro cartão de visita que eu nunca iria utilizar, anotações.... Parecia que não havia muito a perder se eu simplesmente fosse embora, com a agenda vazia.
Dei meia volta com o carro e me preparava para entrar novamente na via principal qd um vulto branco, lá longe, corria e acenava. Será que ele também iria me avisar que esqueci a agenda do lado de fora, em cima do capô, e que um monte de papel voou?!
Voltei ao estacionamento... Era um médico que sorria... Nas mãos, todos os papeis que eu havia perdido, juntados ao vento: Voaram da sua agenda...
enviada por Sulamita
24/03/2004 11:34
O INÍCIO DO DIA
O sol estava claro, anunciando um dia de muito calor e luz. À frente do carro, uma moça andava de bicicleta com rodinhas. Era jovem e magra, pedalando com dificuldades.
De vez em quando, perto de uma lombada ou de um grande obstáculo, um rapaz a auxiliava, empurrando a bicicleta enquanto a moça descansava. Outras horas, ele se afastava. Às vezes, talvez porque estivesse cansada, talvez por dengo, ou por qualquer outro motivo, ela pedia para que ele a empurrasse e ele respondia que não, que não a ajudaria naquele momento; que ela deveria tentar sozinha. E ela continuava, lentamente e com grande esforço, pedalando a bicicleta, atrapalhando o transito que ainda quase não existia. Andou muito, na frente de uma fila de carros pacientes.
Estacionei e voltei-me a eles. Estavam parados ao lado do meio-fio. Ela sorria olhando para baixo, ainda sentada na bicicleta, enquanto esperava que ele terminasse o trabalho. Ele ajustava as muletas para que ela pudesse andar...
enviada por Sulamita
23/03/2004 08:41
FINDI
Depois um dia de Isaura, mais 01entre tantos, queria ir a um festival de dança do ventre. Mas errei feio (de dia ou de local), sei lah... Simplesmente não encontrei! Como as meninas já estavam mesmo indo ao teatro, fui também, meio Maria-vai-com-as-outras, sem nem saber que peça era. Alias, meio entrona, sem nem mesmo ser convidada, hehehe
E qual não foi minha surpresa ao saber que era peça do G7?! Putz, grupo do pessoal da faculdade!! E eu havia jurado que nunca bancaria a turma... Tb com aquele visual de gigolô e pinta de playbozinho galã e canastrão... Mas fui voto vencido: o povo queria assistir, eu fui e paguei... Quem diria...
Mas aí outra surpresa: a peça eh até razoável... Tradicional gênero comédia escrachada, cheia de gags e comentários pseudo-políticos, que fica forçando o riso e, quando consegue, fica repetindo, repetindo, repetindo, até perder a graça. Até que os meninos são promissores, talvez qd encenarem uma peça decente, possam mostrar algum talento... Mas meu colega Rodolfo, naum! Ele soh sabe mesmo interpretar a si mesmo e pronto, quase um robozinho idiota. Como eh que a menina mais bonita da faculdade se interessou por um tipo tão batido como ele?!
Bem, mas os demais... Muito bons, muito bons, bons mesmo...
Depois a noite continuou, claro (parar no meio eh que ela naum podia)... E então aproveitamos esse fato e escolhemos outra opção, a minha melhor opção: dançar!!! E eu naum sei que milagre aconteceu (fui eu ou o lugar?!), mas o DJ escolheu músicas muito legais, que naum me fizeram parar!! E, pasme, o local estava cheio de rapazes bonitos, ou melhor, lindos... Não, maravilhosos! Ops, instigantes, que eh muito melhor...
E nem posso dizer que foi resultado do teor alcoólico: eu naum bebo... Meu negócio eh dançar, dançar, dançar... Mas voltei com todos eles na cabeça: num lugar soh, homem, bonito, intrigante e, à primeira vista, parecendo inteligente?! O que aconteceu?! Será que seriam daquele jeito depois que o sol nascesse? Sei lah... Alguém sempre pode depois se transformar em abóbora, rato ou até mesmo sapo... Bem, ou não... Sempre há caras legais por aí..
Domingo, com o sol perfeito, saímos para caminhada. Festa de corujas, fogo-pagou, bem-te-vi, azulão, gansos, emas (ou avestruzes?! Nunca sei a diferença...). E o céu mais parecendo aquarela... Perfeito! Poderia todo dia ser assim...
enviada por Sulamita
19/03/2004 14:06
PANICO NOTURNO
Havia ainda energia de sobra, não consumida nem mesmo depois de quase 1 hora de infindáveis solos de derback. As pernas quase formigavam por mais trabalho e a mente reclamava do tédio da 5a.
Noite alta, fui mesmo caminhar, sozinha, pelo Setor. Passos rápidos de pernas curtas, ouvia os cães e gatos e alguém aprendendo a tocar violão. Não era pior do que o que tentava cantar no videokê...
Caminhava e sentia o cheiro gostoso das flores noturnas, da grama molhada e dos jantares das casas vizinhas: milho verde, bife de panela com batata assada, cafe... Vizinhos conversavam animadamente por entre os muros baixos.
E andava pelas ruas tão seguras e conhecidas quando me deparei com um quase pânico.
Durante o dia, a visão era a essência do mau gosto e da infantilidade. Um espírito não desenvolvido devia morar por perto... E seguidas vezes eu passei por ali apenas para constatar... Sim, era verdade: havia uma casa, realmente muito engraçada, rodeada de margaridas perfeitamente plantadas e podadas uniformes. No jardim, atrás das grades curtas, seres elementais, sapos cantores (sim, cantores), caramujos alegres, anões de jardim, Branca de Neve, corujas ao lado de beija-flores, pedras brancas e muitas flores sorridentes... Não faltavam nem mesmo o lago artificial de vidro e as plaquinhas de boas-vindas aos visitantes. Uma dizia, entre corações vermelhos, "Seja bem vindo" e a outra, devidamente segurada por uma flor amarela de madeira dizia: "nesta casa mora uma família feliz!".
Não sei bem porque, mas sempre que vejo essa casa durante o dia cenas de estupros e violência domestica me passam pela cabeça. Talvez porque eu ache que alguém que precise dizer ao mundo, de forma tão explícita, que eh feliz, não seja tão feliz assim... Ou talvezporque eu sinta que alguém que queira chamar tamanha atenção ao seu exterior (qual outro motivo para tanto mau gosto?) tem muito a esconder sobre o que se passa dentro de si. Ou nada disso.. Como disse alguém, talvez fosse apenas a essência de um interior vazio...
Eh, mas à noite, céu sem estrelas ou lua, casa escura, com a única iluminação sendo a luz branca do poste, qualquer semelhança com a "Casa de Doces" não me parecia mesmo coincidência...
Apressei o passo para chegar logo à esquisitice da cada dos Adams.
enviada por Sulamita
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